Perdida em meus próprios medos,
nas dores que pesavam como correntes,
eu simplesmente não vi.
Estava ali, diante de mim,
e eu deixei passar.
Virei o rosto,
fingi não sentir,
e fui embora.
Hoje, o pensamento me visita:
o que poderia ter sido?
Mas eu sei:
há um tempo certo para tudo,
um jeito certo de florescer.
E talvez… lá atrás,
eu ainda fosse semente,
sem a força necessária para florescer
em algo tão poderoso.
Não, eu não fugi.
Eu me refiz pedaço por pedaço,
mais forte, mais inteira.
Para agora,
poder voltar e dizer:
Eu vejo.
Eu sinto.
Eu estou pronta.


