Foi em um dia qualquer.
Uma noite fria de inverno.
Mas algo estava diferente. O ar pesava como uma âncora invisível.
A mente girava a mil por hora.
Algo pressionava as barreiras criadas por vidas.
Até que algo explodiu.
Por fora, silêncio.
Por dentro, ardia como andar sobre brasas.
A dor rasgou a pele de dentro pra fora, a sangue frio.
Um suspiro abafado traduzia a morte em vida:
“Enlouqueci”.
E o silêncio de fora se tornou o silêncio de dentro.
Por baixo da máscara, paz.
Não precisava justificar.
Emergiu em plenitude, como quem diz:
“finalmente voltei”.


