É como se meu corpo continuasse funcionando
apenas por hábito.
Porque se ele precisasse do meu coração para sobreviver,
teria parado
no instante em que percebi
que você escolheu ir
e levá-lo com você.
Você o quebrou
em mil pedaços,
acreditando que estava apenas partindo o seu,
sem perceber
que o meu também estava lá.
Agora,
eu só queria esquecer
como continuar
no automático.
Porque fingir que a vida segue
depois de morrer por dentro
é a coisa mais difícil
que já precisei fazer.


