Não faz sentido.
Mas faz pulsar.
Como se o coração tivesse perdido o controle,
como se já não se importasse em obedecer.
Como se, em vez disso, criasse uma nova sinfonia.
Única.
Um código sagrado,
na mesma frequência de Deus.
E a cada batida, acende o fogo.
O fogo sagrado.
Que queima.
Que cura.
Que sobe pela base,
explodindo até o topo.
Com dor e êxtase.
Destruindo tudo que tenta conter.
Fazendo o controle ajoelhar,
se curvando diante da sua potência avassaladora.
É fogo que assusta.
Arde.
Mas revela:
o que é indestrutível.
Eterno.
Irracional.
Incondicional.


