Há uma dimensão
onde a verdade desce em raio
atravessa o invisível
e faz o coração disparar,
como quem se lembra
de um segredo antigo.
E ali, o que morre,
morre para renascer.
Para a fusão sagrada.
No ventre escuro da terra,
algo divino pulsa.
Um broto se ergue,
não pela força,
mas pela entrega.
Pela rendição.
Entre cores
que traduzem um silêncio vivo.
Porque o que nasce ali
carrega o som do princípio.
Do que é primordial.
Irreversível.


